A certeza da salvação em Jesus Cristo

“Porque que todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo.” (Romanos 10.13)

Um versículo que explica bem o resultado do pecado na vida humana é Romanos 3.23, que diz: “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Neste versículo o apóstolo deixa muito claro que por causa do pecado estamos distantes de Deus.

Por causa deste distanciamento de Deus acabamos sofrendo. Em outras palavras, estamos aquém do nível espiritual que deveríamos alcançar e por causa do distanciamento acabamos sendo expostos pela maldade do mundo. O padrão de Deus é estarmos em santidade, e “sem santidade ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12.14).

O pecado nos destrói. Quando pecamos recebemos o nosso salário que é a morte espiritual (Romanos 6:23). Esse mal é uma doença contagiosa e atingiu toda a humanidade. Não conseguiríamos pagar essa conta. A conta por causa do pecado é muito alta. Como poderíamos compensar nossas más ações? Não podemos.

Isso não significa, porém, que estamos condenados. Qual seria a saída neste caso? A melhor resposta para essa pergunta está escrita na Bíblia: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

Deus nos ama e quer nos salvar. Essa é a resposta que você precisa. Ele é um pai amoroso e não quer que seus filhos sofram e por isso planejou a salvação através do seu próprio Filho Unigênito.  Isso quita a nossa dívida com o pecado. O dom gratuito da salvação.

Não poderíamos pagar essa dívida se não fosse por ele. Essa divida era muito grande para ser paga. Mesmo que fizéssemos todas as ações filantrópicas possíveis, mesmo se nosso comportamento fosse o mais justo, mesmo que fizéssemos o melhor, não poderíamos pagar a divida. Tudo o que devemos fazer é crer, crer que ele morreu por você e por mim.

A única pergunta que você precisa responder é: Você aceita essa salvação?

A importância da oração para a vida cristã

“Orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigindo nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos.” (Efésios 6.18)

Talvez você precise entender qual a importância da oração para a vida cristã. A oração não existe para que Deus possa responde-la, mas para que nós possamos nos achegar a Ele. “Quando Deus pretende dispensar grandes misericórdias a seu povo, a primeira coisa que faz é inspirá-lo a orar”, disse Mathew Henry.

O que isso quer dizer? Que a oração serve aos interesses de Deus, não aos nossos interesses. “Mas Marco, Deus precisa atender as minhas orações!” Não. Você precisa que Deus atenda as suas orações. E ele “é poderoso para fazer […] além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” (Efésios 3.20).

Cada um de nós deve aprender a viver uma vida em oração, para que Deus cumpra sua vontade em nossas vidas. “E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía” (Jó 42.10).

Você está compreendendo essa verdade? A oração é parte da vida cristã e sem oração não existe cristão. O papel da oração é promover um relacionamento com Deus. Pergunte para si mesmo: Como está o meu relacionamento com Deus? Se você se sente afastado do Criador está na hora de resgatar isso, você precisa voltar a orar.

Ao senhor Editor da revista Veja

Envio-lhe esta no sentido de esclarecer alguns pontos importantes referente à matéria de capa de sua edição 2286 da revista Veja. Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei 6715 de 2009 que altera o decreto lei 2448/40 (Código Penal) para excluir de ilicitude a ortotanásia. Continuar lendo

CATÁSTOFRE À VISTA

CATÁSTROFE À VISTA

A  notícia do crescimento evangélico no Brasil veiculado na ultima semana, alegrou os ânimos dos fervorosos. A mídia divulgou maciçamente a notícia de que o ultimo censo feito pelo IBGE nos coloca em posição de destaque pelo crescimento e prevê, para os próximos 10 anos que seremos a metade da população brasileira. Continuar lendo

CHEGA DE FUTILIDADE, CADÊ NOSSOS PENSADORES?

CHEGA DE FUTILIDADE, CADÊ NOSSOS PENSADORES?

Quando jovem assisti uma cena surreal na igreja onde congregava, ouvi um “tristimunho”. Um amigo testemunhou no púlpito que havia ganhado uma bolsa de estudos do seu patrão, mas que, por amor a obra, e crer na iminente volta de Jesus, não aceitara, afinal, disse ele: Pra que estudar tanto se Jesus logo viria arrebatá-lo?

A pouco tempo, em uma das empresas que fundei, sentindo a dificuldade para seu crescimento, contratei uma empresa especializada em RH (recursos humanos), e após efetuarem uma minuciosa triagem o resultado me fez perder o chão. “Sua empresa  logo irá falir!” me disse o consultor, e sua explicação me convenceu. Todos os funcionários desta empresa eram evangélicos, e na triagem todos responderam de igual forma, que em suma foi mais ou menos assim: Se estavam ali, foi porque Deus os colocou, e se saíssem dali foi porque Deus os tirou, então, por que iriam  “perder” tempo em estudar,  aprimorar, fazer cursos, etc?

Em ambas as experiências acima temos um reflexo de como pensam os evangélicos, é claro, que toda regra tem exceção, graças a Deus por isso!

Semana passada provoquei uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados sobre um assunto polêmico, a ORTOTANÁSIA que significa “boa morte”. O projeto em si tentava descriminalizar a EUTANÁSIA. Fiz a audiência para não cometer equívocos quanto ao meu voto de relator. Busquei pessoas especializadas no assunto para me darem amparo jurídico, médico e espiritual, afinal o assunto gera em torno da morte.

A CNBB Conselho Nacional de Bispos do Brasil, órgão da Igreja Católica, enviou representante jurídico, bem como convidei um grande médico, também de formação católica que muito contribuiu para o assunto e ambos deram um “show” de explanação sobre vida e morte, ciência e fé, acima de tudo com base na Carta Magna Brasileira, a nossa Constituição Federal. Ainda falando sobre a Igreja Católica, graças a sua militância, impediu  que o texto aprovado na Rio+20 abrisse brecha para a legalização do aborto.

Voltando a falar sobre a audiência, que só não foi melhor por que ficou uma lacuna, uma cadeira vazia na comissão. Tal cadeira era destinada há um representante evangélico. Não foi por falta de procurar. Meu gabinete ligou para muitos lugares, mas o assunto era desconhecido para a maioria.

Após a audiência pensei nessa matéria que aqui escrevo, para, quem sabe, se tiver êxito, despertar alguns.

Os grandes e polêmicos temas desta nação, temas que esbarram nos nossos bons costumes, que ferem nossa fé, assustando nossas famílias, precisam ser discutidos, e para isso precisamos de militância. Precisamos nesse quesito aprender com o Catolicismo, que, se esmerou com o passar dos anos e hoje, tem voz ativa sobre assuntos polêmicos e suas opiniões são respeitadas, afinal prepara seus representantes são preparados intelectualmente e espiritualmente.

Nós evangélicos somos vistos como fundamentalistas fanáticos, e damos motivos para isso. Quando discutimos o assunto da homossexualidade por exemplo, a grande maioria dos nossos lideres só  afirmam que tal ato é  PECAMINOSO, mas quando inquiridos dentro da psicologia, genética, antropologia, não tem argumentação intelectual pois não se preparam, e de maneira simplista expõe nossa fé ao ridículo.

Teremos assuntos pela frente como O USO DAS CÉLULAS TRONCO, SUSTENTABILIDADE DO PLANETA, a GRANDE EXPLOSÃO DEMOGRAFICA MUNDIAL que põe em risco os recursos naturais do planeta, entre outros, e esses assuntos já estão na pauta do dia, e como a Igreja Evangélica Brasileira que já é 33% da população brasileira, vai se posicionar? Não há como fugir destes assuntos. Seremos omissos? Ignorantes? O que diremos aos nossos filhos, aos nossos membros? Continuaremos a ver nossos referenciais fazendo citaçõezinhas fúteis em seus facebook, twitters, blogs, programas de rádio e TV?

Ora, os artistas seculares se posicionam, vestem camisas com inscrições apoiando ou protestando contra assuntos tipo a transposição do Rio São Francisco, Usina Belo Monte, os cantores fazem barulho sobre esses assuntos, na Rio+20, Daniela Mercury, cantora de Axé, provocou seus fãs a “infernizarem a vida dos lideres políticos” sobre o assunto do desmatamento.  E nossos “artistas” evangélicos e nossos cantores góspeis, que querem o “status” de celebridade? Não irão se posicionar? Não falarão nada? Ficarão calados? Mas eu os entendo, como irão se posicionar, falar, se não sabem NADA sobre esses assuntos? Se são ignorantes a cerca do que se passa em seu País, em sua Pátria?  E é bem possível que após lerem este artigo irão se enfurecer, e dizer, A IGREJA TEM QUE SE PREOCUPA COM CÉU, COM O MUNDO ESPIRITUAL… e por causa destas respostas e outras de igual teor que virão, nossos filhos, nossos membros, nossa comunidade evangélica sempre será envergonhada, não terá credibilidade, até que, alguém, comece a estudar, se preparar, e militar nestas causas.

Faço um apelo aos grandes líderes evangélicos da nossa nação, que, estimulem seus liderados a estudarem, que preparem um grupo de pensadores, que criem em suas convenções, simpósios e seminários para discutirem o Brasil de amanhã, e qual será o posicionamento e a atuação da igreja evangélica brasileira sobre exercer sua cidadania.

Mais uma vez reforço, não podemos nos calar. Não podemos continuar sendo o “Zé povinho” como nos tratam. Não podemos ser tratados apenas como currais eleitorais em tempo de campanha. Precisamos nos posicionar com argumentos técnicos, intelectuais, científicos e teológicos, precisamos marcar território!

Não podemos esquecer, que Martin Luther King era PASTOR e militava nas causas de minorias, e tornou-se mártir e um referencial para nações. Lideres espirituais de outras religiões atuaram de igual forma como Mahatma Gandhi, Dom Paulo Evaristo Arns entre outros e marcaram posição, fizeram história, influenciaram sua geração.

O apóstolo Paulo em seu tempo discutia com os epicureus e os estóicos em alto nível. Preparado, conhecedor das leis, exigiu e foi atendido pelos mais poderosos homens do seu tempo.

Existem alguns microblogs evangélicos que são fantásticos, pessoas cultas, intelectuais, que poderiam usar suas ferramentas pra estimularem uma geração inteira, que poderiam por em pauta assuntos de importância nacional, se quisessem provocariam uma revolução intelectual no meio evangélico, e eu estendo esse apelo a eles: Por favor, despertem a inteligência dos nossos, deixemos de lado as intrigas, as picuinhas entre nós mesmos, sejamos fortes!

Convoco também os grandes conselhos de Pastores para que criem uma secretaria que fiquem atentos a estes assuntos e de maneira democrática, participem destes assuntos. Opinem, escrevam, marquem audiências com autoridades, vocês tem esse poder em suas mãos.

Não estou dizendo para deixarem de lado suas vidas eclesiásticas, assim como na Igreja de Jerusalém alguns cuidavam dos órfãos e das viúvas enquanto os demais, oravam e se dedicavam a palavra, levantemos alguns para cuidar destes assuntos.

É tempo de despertar.

Em Cristo,

Pr. Marco Feliciano

Deputado Federal PSC-SP

Brasilia, junho de 2012

A DESCONSTRUÇÃO DA SACRACIDADE DO CASAMENTO

A DESCONSTRUÇÃO DA SACRACIDADE DO CASAMENTO

Um dia após o natal de 1977, instalava-se no Brasil o Divórcio. O Senador Nelson Carneiro, in memorian, realizava o sonho de sua existência, transformava em lei a dissolução do casamento. No mesmo ano ele prepara a emenda que acabaria com a obrigatoriedade do divórcio único, que só foi abolida de fato em 1988, permitindo ao cidadão brasileiro casar e divorciar-se quantas vezes fosse preciso.

Embora o número de casamentos civis tenha crescido em 4,5% em 2010 (977.720 casamentos), em relação a 2009 (935.116 casamentos), o IBGE informa que em 2010, a taxa de divórcio atingiu o seu maior valor nos últimos 26 anos, 243.224 processos judiciais de divórcios: 1,8 divórcios para cada mil pessoas de 20 anos ou mais. Em relação a 2009, houve um acréscimo de 36,8%.

Houve um tempo em que as primeiras legislações admitiam a ruptura matrimonial somente por um limitado número e para tanto deveriam ser comprovadas  em um processo judicial, neste tempo a porcentagem de divórcios era baixa. Após a aprovação da lei as taxas de divórcio cresceram dramaticamente, e isto foi um golpe muito forte na instituição familiar, porque deixou os casais juridicamente indefesos diante da má fé ou infidelidade do outro.

Dentro dos números do IBGE de 2010 temos como resultado nefasto  dos divórcios no  Brasil, pelo menos, meio milhão de brasileiros que, apenas nesse ano, perderam sua família.

Teria o legislador e o governo pensado no desastre instaurado, quando da aprovação da lei? Quem se encarrega, por exemplo , da criação e da educação desses filhos? Um dos progenitores, a avó, um tio, um terceiro? Afinal neste caso de um terceiro envolve uma nova união e os problemas se potencializam, pois crianças serão criadas por alguém que não seja seu pai, nem sua mãe, nem um parente consangüíneo, gerando um problema psicológico quase que irreversível.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Heritage dos EUA trouxe dados assustadores:

– A taxa de criminalidade comparada nos casamentos intactos (aqueles onde os filhos convivem com seus dois progenitores) é 4,8 vezes maior, quando os pais estão separados; 12,4 vezes maior, no caso de divórcio e 22 vezes maior, em caso de convivência com um só progenitor nunca casado;

– A taxa de abusos de menores comparada aos casamentos intactos é 6 vezes maior com a mãe casada convivendo com o padrasto; 14 vezes maior na mãe solteira; 20 vezes maior, em casos de convivência com seus pais biológicos unidos em comcubinato, e 40 vezes maior, em caso de mãe biológica convivendo com quem não é pai biológico*.

Sei que levantar-se-ão um sem número de contra argumentações, refutações de discordância do que aqui escrevo e também o já acostumado “xingamento” de: religioso fanático, fundamentalista, etc. Todavia não me importo.

O Político e Filósofo Francis Bacon, sem querer entrar no mérito de seu misticismo interior, recito sua célebre frase:

“O amor da pátria começa na família”.

A banalização do casamento, do sagrado, da vida, fazem parte do discurso progressista. A busca do prazer sem responsabilidade, a desconstrução do moral, cavam um buraco sem fundo no âmago da sociedade ordeira e conservadora.

Aos casados admoesto, busque a paciência, a temperança, bom senso, o dialogo, pensem nos filhos. O egoísmo momentâneo pode levar a ruptura do futuro.

O Casamento é sagrado.

Pastor Marco Feliciano

Deputado Federal PSC/SP

Brasilia Maio/2012

 

* Patrick F Fagam. e Robert Rector, “Politicas Publicas e Familia. Consequências de divórcio nos Estados Unidos”, Universidade Finis Terrae, Santiago de Chile, 2000, págs. 18 a 22.